terça-feira, 7 de março de 2006

ALERTA! O Impacto do envelhecimento da população nas finanças públicas. (I)


Será que quando o Eng. José Sócrates deu a entrevista ao Jornal Expresso já tinha lido o relatório publicado pela Comissão Europeia, no passado dia 14 de Fevereiro, onde esta revê a quantificação do impacto do envelhecimento da população nas contas públicas dos Estados-Membros da EU para o período 2005-2050?

É que se leu...e acredito que sim...não é o mais difícil que está por fazer...É QUASE TUDO!!!!

Este relatório distingue-se do anterior, apresentado em 2001, não só pela incorporação das projecções demográficas mais recentes (na versão revista pelo Eurostat em Maio de 2005), o que implicou uma alteração das hipóteses base macro-económicas, mas também pela maior informação disponível, que permitiu alargar as projecções a outras componentes sensíveis à estrutura etária. Foram ainda incorporadas as medidas de política entretanto adoptadas para minorar o impacto deste fenómeno sobre as finanças públicas.

As projecções resultantes de encargos com pensões são arrasadoras para Portugal. Se para os EU15 Estado Membros, os gastos públicos com pensões estão projectados para crescerem em todos os, à excepção da Áustria, devido às reformas que têm vindo a implementar desde 2001. Por outro lado, pequenos aumentos são projectados para Itália e Suécia devido aos seus esquemas de contribuições onde as pensões são baseadas no tempo efectivo de trabalho, aumentos moderados (entre 1.5 e 3.5% do PIB) são projectados na maioria dos outros países da EU, com os maiores aumentos projectados para a Irlanda (6.4 p.p.), Espanha (7.1 p.p.), Luxemburgo (7.4 p.p.) e Portugal (9.7 p.p.).

Deste modo o maior desafio relacionados com custos com pensões será enfrentado por Portugal.

Em Portugal existem grande diferenças entre a projecção de 2001 e a actual, designadamente devido à revisão das projecções demográficas que são significativamente mais desfavoráveis do que as existentes em 2001 e consequentemente elas resultam num enquadramento macro económico mais desfavorável.

(continua)

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