Portugal tem neste momento, salvo raras e elogiosas excepções, o seu turismo direccionado para um segmento que quer praia e sol, mas para um “turista-tipo” que compra o seu pacote turístico na Alemanha ou em Inglaterra e que não pretende efectuar muitas mais despesas no nosso país, e não se preocupa em demasia com a qualidade do serviço.Estamos pois a perder a batalha do “bom-turista”, para países como a Espanha, Itália, Grécia ou para os novos países bálticos que através de políticas publicitárias mais agressivas, ofertas turísticas de maior qualidade e segmentadas para classes mais elevadas de rendimentos acabam por beneficiar de uma procura turística mais exigente e que acaba por trazer melhores resultados em termos de criação de riqueza para o país.
Para conseguirmos este turismo/turista temos de começar a apostar em medidas que não são apenas estruturantes para o país mas também para a promoção da imagem de Portugal no exterior.
Como?
Melhorando as vias de comunicação internas, não faz sentido, por exemplo, que uma viagem ferroviária Lisboa - Faro demore tanto tempo para a distância percorrida e que seja efectuada em comboios (não vou dizer de má qualidade, mas podia!) sem a qualidade média da restante oferta ferroviária europeia.
Mais, a criação de um Hospital Central no Algarve deveria ser outra prioridade urgente, para que os turistas (nacionais ou estrangeiros) possam ser atendidos com o mínimo de condições que o actual hospital não oferece.
Devemos também continuar a apostar como tem sido feito, e neste caso bem, nos últimos anos, na realização de eventos internacionais, congressos, seminários, reuniões de quadros de multinacionais em Lisboa e no Porto, mostrando uma imagem de modernidade e de organização que já demostrarmos ter.
Mas devemos aproveitar estes eventos para promover Lisboa e o Porto como city-breaks de referência na Europa, se muitos turistas vão passar fins de semana a Madrid, Londres e Paris, porque não a Lisboa? Temos bom clima todo o anos, boa comida, alguns bons hotéis, temos história, oferta cultural, só não temos é uma promoção séria e competente do país e da sua imagem no exterior.
