Segundo dados do Eurostat, a agência oficial de estatísticas da Comunidade Europeia, na Zona Euro e nos EU25 o PIB aumento 0.6%, em ambos os casos, no 3º trimestre de 2005.
Em comparação com o mesmo trimestre de 2004, o PIB aumentou em 1.6% na zona-euro e em 1.8% na EU25.
Em comparação com o mesmo trimestre de 2004, o PIB aumentou em 1.6% na zona-euro e em 1.8% na EU25.
No 3º trimestre de 2005 e de entre todos os Estados Membros para os quais havia dados actualizados a Finlândia (+2.9%) registou a taxa de crescimento mais alta, seguida da Estónia (+2.6%) e Lituânia (+2.4%). O único país a registar um decréscimo foi Portugal (-0.9%).
O Consumo Privado aumenta, o Investimento e as Exportações aceleram
No mesmo 3º trimestre de 2005 o consumo privado aumentou 0.3% na zona-euro e 0.4% na EU25. O investimento cresceu 1.3% na zona-euro e 1.5% na EU25. As Exportações aumentaram 3.3% na zona-euro e 2.9% na EU25. As Importações cresceram 2.8% em ambas as zonas.
De entre os países analisados as taxas de crescimento do consume privado variaram num intervalo entre o mínimo registado por Portugal (-1,4%) a um máximo de +3.3% registado na Lituânia.
As Exportações aumentaram com grande intensidade na Eslováquia (+8.1%) enquanto que Portugal (-0.6%) registou o maior decréscimos. Importações aumentaram na Grécia (+10.8%) que registou o maior aumento, enquanto que em Portugal registou a única diminuição de todo os países observados(-0.7%).
Ou seja em termos gerais, Portugal continua a perder terreno para o “pelotão da frente” dos países mais desenvolvidos, e está cada vez mais a ceder terreno para os novos países da Europa a 25.
Então o que está mal, o que não funciona, porque é que Portugal não cresce?
A nosso ver o modelo económico português está esgotado, um modelo baseado em produtos de baixo valor acrescentado e que tenta competir directamente em sectores como os têxteis, o calçado e o automóvel, onde as economias asiáticas e do leste europeu conseguem ser mais competitivas devido aos baixos salários praticados e ao maior nível de formação dos trabalhadores (específico para os países do leste europeu).
Então qual deve ser o caminho? Desde logo acabar com o tipo de indústria do fabricamos barato e bom e depois exportamos (com baixo valor acrescentado) para depois em Inglaterra, França ou Itália colocarem uma etiqueta nas camisas, fatos ou sapatos que fabricámos e voltarmos a importar esses bens com o dobro ou triplo do valor que inicialmente as exportamos.
Assim um caminho é conseguirmos subir alguns degraus na nossa cadeia de valor, conseguirmos acrescentar mais valor aquilo que produzimos. Como?
Apostando em I&D, apostando na criação de marcas próprias, reinvestindo mais em novas técnicas de produção, melhorando os níveis de gestão e apostando na internacionalização dos nossos produtos. Apostarmos em parcerias entre empresários/marcas, que podem ser concorrentes directos ou complementares, para em conjunto abrirem lojas nas melhores ruas das principais cidades europeias, tendo assim acesso a um mercado muito mais amplo que o limitado mercado nacional.
Conseguiríamos logo assim resolver parte do problema da nossa Balança de Transacções Correntes, aumentavámos as exportações mas mais importante aumentávamos o valor dessas exportações.
1 comentário:
O modelo económico baseado no consumo privado está esgotado.
Factor fundamental para tal ocorrência, é o recurso descontrolado ao crédito bancário como solução para a aquisição de bens e serviços.
O aumento do endividamento familiar, hipoteca e consigna os rendimentos futuros, provocando a estagnação da economia nacional.
Sem recursos financeiros inesgotáveis, os empresários portugueses devem apostar na qualidade e diferenciação dos seus produtos como forma de imposição no mercado internacional, contrastando com a actual posição de meros produtores de base, "afundados" numa cadeia interminável de intermediários.
Enviar um comentário